Contextualização histórica

Não há registos que permitam saber como foram reunidas as obras que constituem o Fundo Antigo nem de como e quando entraram na Biblioteca do Seminário. Contudo, de acordo com elementos recolhidos junto do Monsenhor João Gaspar, o espólio documental remonta aquando da extinção da antiga Diocese de Aveiro em 4 de setembro de 1882 por documento do cardeal D. Américo dos Santos Silva, bispo do Porto. Foi igualmente extinto, por decreto do governo da monarquia, o Seminário de Aveiro em 1885, tendo o seu espólio sido transferido para o antigo Liceu José Estevão (atual Escola Secundária Homem Cristo).

Com a restauração da Diocese de Aveiro, em dezembro de 1938, pela aplicação da Bula – Omnium Ecclesiarum, D. João Evangelista de Lima Vidal, na altura bispo de Aveiro, tinha o sonho da abertura de um Seminário, anunciando o propósito à Diocese, através da Carta Pastoral. O atual edifício do Seminário de Santa Joana Princesa, há data da sua inauguração, já contemplava um espaço para a Biblioteca.

Na década de 50, aquando da mudança de edifício do antigo Liceu José Estevão para a Escola Secundária José Estevão, o Padre Arménio Alves da Costa Júnior, prefeito no Seminário Diocesano de Aveiro e professor de moral no Liceu, usufruindo do bom relacionamento que tinha com o Dr. Orlando de Oliveira, então reitor da instituição de ensino, conseguiu que fossem tomadas as devidas diligências para que o espólio pertencente ao antigo Seminário fosse restituído.

De valor histórico incalculável, o espólio do Fundo Antigo do Seminário Diocesano de Aveiro é composto por cerca de 130 metros lineares de documentação, com limites cronológicos compreendidos entre os séculos XVI e XIX. As suas obras preservam ainda as encadernações originais, algumas em pergaminho.