Ordenações

Será Ordenado Diácono, no próximo dia 8 de Dezembro de 2014, às 16h00, na Sé de Aveiro, pela imposição das mãos de Sua Excelência Reverendíssima Dom António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro, o Pedro Vieira Barros, natural da paróquia de Santa Joana.

Juramento de fidelidade e Profissão de fé do Pedro Vieira Barros

Na preparação da Ordenação diaconal do próximo dia 8 de dezembro, o Pedro Vieira Barros fez o seu Juramento de fidelidade e Profissão de fé na eucaristia da Comunidade do Seminário de Santa Joana Princesa de Aveiro, na Capela de N.ª S.ª do Rosário no dia da Memória de Santa Catarina de Alexandria.

 

Vigílias de Oração pelos Seminário (14-11-2014)

Cada Arciprestado organiza a sua Vigília de Oração dia 14 de Novembro nos seguintes locais e hora:

 

a.      Arciprestado de Águeda: Igreja matriz de Águeda, 21h30

b.      Arciprestado de Albergaria-a-Velha: Igreja matriz da Ribeira de Fráguas, 21h

c.       Arciprestado de Anadia: Igreja matriz de São Lourenço do Bairro, 21h

d.      Arciprestado de Aveiro: Igreja matriz de São Bernardo, 21h15

e.      Arciprestados de Estarreja e Murtosa: Igreja matriz de Beduído, 21h30

f.        Arciprestado de Ílhavo: Igreja matriz de Ílhavo, 21h

g.      Arciprestado de Oliveira do Bairro: Igreja matriz de Bustos, 20h30

h.      Arciprestado de Sever do Vouga: Igreja matriz de Dornelas, 21h

i.        Arciprestado de Vagos: Igreja matriz de Sto André, 21h

Servidores da alegria do Evangelho – Do discípulo ao apóstolo


A vocação dos primeiros discípulos à união com Jesus começa com um encontro, encontro esse que os prepara para um chamamento posterior (cf. Jo 35-39). A apresentação de Jesus que passava é suficiente para que eles O sigam. Jesus dirige-lhes uma pergunta: “Que buscais?”. São as primeiras palavras de Jesus no Evangelho de S. João. Eles interessam-se pela Sua morada e onde mora. Chamam-lhe “Mestre” – o que significa que estão dispostos a aceitar os Seus ensinamentos e o estilo de vida. Jesus convida-os a partilhar com Ele uma casa e uma vida.

Aqueles discípulos entram na esfera da vida de fé. Não é uma teoria, mas uma experiência: “Vinde e vede”. A raiz da fé é a aceitação da pessoa de Cristo. Iniciaram com Ele uma relação pessoal. Anos mais tarde, quando se escreve o Evangelho, recorda-se o episódio como o início de uma nova vida. Está presente o pormenor da “hora”, insignificante para nós, mas não para quem o viveu: “Eram as quatro horas da tarde”. Os discípulos entram em contacto com Jesus com a ajuda de outras pessoas, e nós estamos chamados a pôr outras pessoas em contacto com Jesus, através do nosso testemunho e da evangelização. A relação de amizade é condição fundamental para se ser discípulo, e os futuros apóstolos continuam, por agora, com a sua vida de cada dia e os seus trabalhos da pesca.

Jesus inicia a escolha dos discípulos (cf. Lc 5, 1-11). Começa por se afastar da margem, isto é, os discípulos são chamados do meio da multidão e forma-os à parte; Pedro proclama Jesus inicialmente como “Mestre”, e depois da pesca como “Senhor”; confessa-se pecador e Jesus dá-lhe a missão de, no futuro, ser “pescador de homens”. Lançando-se aos pés, abre-se ao mistério da presença de Deus. Dessa mesma atitude participam os outros discípulos que ficam atónitos, isto é, cheios da presença de Deus. Intuímos aqui como vai nascendo a fé dos discípulos e especialmente a fé de Pedro, que confia plenamente na Palavra de Jesus. Eles adquirem a graça da generosidade necessária para deixar muitas coisas e para O seguirem. Esta graça, causada pela atração de Cristo, tem unida a si a confiança em Deus, que é maior que as nossas misérias e pecados.

Neste momento, é-lhes apresentada a sua missão como um trabalho interessante e de algum protagonismo – serem pescadores de homens. A cruz e a ressurreição virão como etapa final da sua união com Jesus.

A escolha dos Doze acontece quando Jesus sobe ao alto do monte, acompanhado por uma numerosa multidão (Mc 3, 13-19). Não estamos nas margens do lago, mas sim no alto de um monte. No Antigo Testamento, o “subir à montanha” costuma ter o significado de isolamento e de solidão. Moisés sobe à montanha para se encontrar com Deus (Ex 19-20) e S. Lucas diz que Jesus subiu sozinho ao monte para orar (Lc 6, 12). Tal como Moisés sobe à montanha para se encontrar com Deus (Ex 19-20), também agora Jesus sobe ao monte para escolher os doze apóstolos. De entre essa multidão “foi chamando os que Ele quis e reuniram-se com Ele”. Podemos ver no ato de chamar, algumas das dimensões do discipulado cristão: Jesus chama: é sempre Jesus quem chama e convoca os Seus discípulos; Chamouos que Ele quis: não se trata de uma eleição improvisada, mas sim muito ponderada e pensada;Reuniram-se com Ele: Jesus não chama apenas os Seus discípulos ao discipulado, mas escolhe-os de entre a multidão para formarem um grupo especial com Ele; Para que estivessem com Ele: a finalidade da escolha é para “estarem com Ele”, para O acompanharem e, por esta razão, realça-se a convivência física; Para os enviar a pregar: os discípulos prolongam a missão de Jesus e a sua pregação fundamental será a de darem testemunho do que viram e ouviram; pelo que é necessário que estejam com Ele.

Os Doze representam e são o fundamento do novo Povo de Deus (Lc 10, 1-11), que deve reunir todos os povos, tribos e nações. Todos são enviados. Isto significa que todos devem sentir a responsabilidade da evangelização e que ninguém se pode julgar dispensado.

Têm de praticar o que vão anunciar; a sua primeira pregação é o testemunho de vida. O não vestirem duas túnicas é para não se parecerem com os ricos, que as vestiam por se julgarem mais importantes. São enviados com a maior pobreza, porque a única riqueza que têm é a de Cristo.

A Igreja, continuadora da missão de Jesus, deve ser também libertadora de tantas escravidões que o homem de hoje sofre. Todos devemos deixar-nos imbuir de um autêntico sentido profético, o Espírito de Cristo Ressuscitado, que nos dá força para denunciar o mal e conquistar um verdadeiro espírito de liberdade interior.

No decurso da Última Ceia e no discurso de despedida, Jesus ora pelos Doze para que o Pai os mantenha na unidade e os consagre na verdade; assim poderão cumprir a sua missão no meio do mundo, ao qual não pertencem. A unidade que Jesus deseja para os Seus é fruto do amor que antes lhes inculcou no episódio do lava-pés (Jo 13, 1-20). A unidade existe na comunidade quando os seus membros se amam, de tal modo que cada um se entrega sem limites aos outros.

O ideal desta unidade dos discípulos é a mesma unidade trinitária: “Que sejam um como nós o somos”.Na intimidade de Deus a unidade é perfeita; são as relações mútuas que estabelecem a diversidade de pessoas. O homem, criado à imagem de Deus, é chamado a refletir na sua vida esta mesma realidade: é precisamente a relação mútua, o amor aos outros, que configura a verdadeira personalidade. Nesta abertura e relação interpessoal, transcende-se a individualidade de cada um, para ir ao encontro e se tornar presente nos outros. Dar-se significa tirar de si mesmo toda a potência do amor, que é o Espírito de Deus, sua força criadora.

A prova decisiva que torna o discípulo em apóstolo consiste na capacidade que tem em amar a Deus e amar os irmãos. Vemos isto claramente na aparição de Jesus aos apóstolos, nas margens do lago de Tiberíades, após a Sua ressurreição (Jo 21, 15-19). A pesca aparece muitas vezes no Evangelho como alusão à captação de seguidores do Reino. Realça-se a abundância da pesca, com referência a todos os povos e nações chamados a fazer parte da nova comunidade: é a universalidade da missão da Igreja.

O serviço no amor é a primeira exigência da comunidade dos discípulos de Jesus. Pedro não é eleito porque ama mais; exige-se-lhe sim que seja o primeiro no amor, e sê-lo-á até à morte. A ele é confiado o pastoreio deste Povo. No seio desta comunidade recebemos e lemos o Evangelho, e com ele alcançamos a plenitude da vida.

Enquanto comunidade edificada por Cristo, a nossa diocese de Aveiro deve rejubilar e dar muitas graças a Deus pelo nosso Seminário de Santa Joana, dedicado ao Coração de Jesus, e pelas várias instituições que o constituem: o pré-seminário, com cerca de 50 adolescentes e jovens em processo de discernimento vocacional; o seminário menor, com 7 jovens do 10º e 11º anos; e o seminário maior, com 8 alunos em teologia: três no propedêutico, três no 3º ano, um no 4º e um no ano pastoral. É também com muita alegria que anuncio à Diocese que no próximo dia 16 de novembro, no encerramento da semana dos seminários, na Eucaristia das 19 h, na Sé, serão instituídos no ministério de acólito o Gustavo Fernandes e o João Santos e, no dia 8 de dezembro, às 16 h, na Sé, será ordenado diácono, em ordem ao presbiterado, o Pedro Miguel Vieira Barros.

Temos de acarinhar o Seminário como sendo o coração da Igreja aveirense. A forma de nos tornarmos presentes é a intensificação da oração ao «Senhor da messe, para que mande operários para a sua seara» (Lc 10, 2), o acompanhamento por parte das paróquias da vida do seminário, a proximidade com os seminaristas e a ajuda económica, tão necessária nos tempos que correm. Lanço o desafio para que em todas as paróquias se crie um grupo de oração pelo nosso Seminário. Um outro gesto meritório será envidar esforços para o lançamento de uma campanha de bolsas de estudo para a formação de novos pastores para as nossas comunidades cristãs. Com coerência, criatividade e audácia, vamos todos dar as mãos e construir o futuro da Diocese.

À Mãe do Evangelho vivo, e com a intercessão de santa Joana, pedimos que interceda pelos sacerdotes da nossa Diocese para que sejam servidores da alegria do Evangelho e pelo nosso seminário, a fim de que o convite para esta nova etapa da evangelização, a que todos somos chamados pelo Papa Francisco, seja acolhido por cada um dos batizados e por todas as comunidades cristãs:

                        Senhor, nosso Deus, nós Vos bendizemos,

                        porque nos chamastes a ser cristãos

                        e discípulos de Jesus Cristo, o único Mestre.

                        Nós Vos damos graças pelos pastores,

                        que nos conduzem às fontes da Palavra,

                        ao banquete da Eucaristia

                        e aos caminhos da Reconciliação.

                        Nós Vos pedimos pela Igreja,

                        para que, testemunhando a alegria do Evangelho,

                        gere no seu seio santas vocações sacerdotais.

                        Por intercessão de Maria,

                        nós vos pedimos pelos nossos Seminários,

                        escola de cristãos, discípulos e pastores:

                        servidores da alegria do Evangelho.

                        Ámen.

 

† António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro