Chegamos ao espaço onde podemos contemplar objetos litúrgicos que nos transportam para a intemporalidade da oração, recordando-nos as ofertas testamentárias dos Presbíteros da Diocese, que assim se perpetuam através do tempo. Estes objetos são a memória viva do ato da dádiva, da entrega e da passagem por estas terras de Aveiro.

Aqui encontramos alguns cálices, vasos sagrados que acolheram o Sangue de Cristo em incontáveis celebrações eucarísticas. Cada um, trabalhado em prata ou ouro, ornamentado ou austero, testemunha o momento sublime da consagração.

As custódias elevam-se como pequenos tronos onde o Santíssimo Sacramento é exposto à adoração dos fiéis. Nestas obras de ourivesaria, frequentemente em forma de sol radiante, a fé dos artífices encontrou expressão para acolher dignamente a presença real de Cristo. Através delas, gerações contemplaram o mistério eucarístico em procissões solenes e adoração silenciosa.

Os cibórios, com as suas cúpulas, guardaram as hóstias consagradas, levando o alimento espiritual aos fiéis na comunhão. Foram companheiros inseparáveis dos presbíteros, transportando o Corpo de Cristo até aos doentes, aos idosos, a todos quantos não podiam participar na assembleia litúrgica.

As patenas, onde repousa a Hóstia durante a celebração, completam este conjunto de alfaias indispensáveis ao culto divino. Na sua aparente simplicidade, recordam a mesa da Última Ceia, onde Cristo instituiu o memorial da sua Páscoa.

Contemplar estas alfaias é recordar que a missão do Pastor se concretiza no serviço litúrgico, na celebração dos sacramentos, na fidelidade ao mandato de Cristo: “Fazei isto em memória de Mim”. São objetos atravessados por gerações, tocados por mãos consagradas, testemunhas silenciosas de fé, devoção e entrega total ao serviço do Evangelho.